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11 nov 2020

Morreu Artur Portela Filho

Autor: Direitos Reservados

Artur Portela Filho, o até agora mais antigo associado da Casa da Imprensa, em que se filiara em 1957, faleceu terça-feira, 10 de novembro, em Abrantes, aos 83 anos, deixando uma obra que vai do jornalismo à literatura, passando pelo ensaio e pela dramaturgia.

Conhecido pela sua escrita de vincado pendor ‘queirosiano’, este jornalista, escritor, publicitário, investigador, com formação em História, nasceu em 1937 numa família de escritores e jornalistas, herdando o nome do pai – e assinando por isso Artur Portela Filho –, que foi um dos dirigentes históricos da Casa da Imprensa.

Segundo uma fonte da família citada pela Agência Lusa, Artur Portela Filho fora hospitalizado em Abrantes com diagnóstico de pneumonia e infeção pelo vírus Covid-19.

Independente da área socialista, fundou e dirigiu depois da revolução de Abril de 1974 o diário Jornal Novo e o semanário Opção, tendo passado antes e depois pela redação de vários meios de comunicação, como os vespertinos Diário de Lisboa e A Capital, a rádio TSF e a televisão pública RTP.

Integrou o Conselho de Comunicação Social, a que presidiu, e, mais tarde, nos anos 90 do século passado, a Alta Autoridade para a Comunicação Social, hoje Entidade Reguladora para a Comunicação Social, eleito pela Assembleia da República.

Artur Portela Filho publicou vários volumes de crónicas, sempre de observação atenta da atualidade política e social, nomeadamente ‘A Feira das Vaidades’ (apreendida pela PIDE em 1959) e ‘A Funda’, que afrontaram o regime do Estado Novo.

Admirador da obra de Eça de Queirós, Artur Portela Filho chegou a adaptar para teatro o romance ‘A Capital’, publicou o estudo ‘Eça é que é Eça’ e assinou várias crónicas recuperando a personagem Conde de Abranhos.

‘O código de Hamurabi’ (1962), ‘Marçalazar: Romance’ (1977), ‘Três lágrimas paralelas’ (1987), ‘As noivas de São Bento’ (2005) e ‘A guerra da meseta’ (2009) são algumas das obras de ficção publicadas por Artur Portela Filho, que teve juntamente com Alfredo Margarido um papel importante na divulgação em Portugal do Noveau Roman, segundo reconheceu numa entrevista em 2018 ao jornal Público. «Fui conquistado pela inovação da construção, não estávamos zangados com o neo-realismo. O que me fascinava era a fluência do discurso interior», disse ao jornalista Nuno Ribeiro.

Nessa entrevista, questionado sobre a sua vida, respondeu que «valeu a pena». «Sem dúvida que este país vale a pena, não tenho uma má relação com o meu país nem com os meus concidadãos.»

 

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